Sinto com os pensamentos,
E perco-me nas horas vazias e sós,
Encontro-me de novo numa imensidão solitária,
Que me esmaga com a sua pressão,
E o silêncio destrói-me.
Aceito o meu destino, acreditando nele
Luto por aquilo que quero ser,
E na infinidade de soluções que encontro e rejeito,
Toco-me com algo mais do que eu.
Então por tudo:
Por todas as noites perdidas,
Por todas as lágrimas derramadas,
Por todas as paixões inúteis de que me liberto.
Finalmente, mesmo sabendo que estou presa,
Sei que de facto, Sou Livre!

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